Este blog acaba de nascer de uma conversa íntima entre dois amigos, com gostos e ideias bastante similares em relação à vida e ao sexo.

02
Jan 10

Afinal o meu amor não era eterno. Era um amor banal que encontrei escrito em excertos, em centenas de blogs, transcritos por centenas de pessoas que acham que amaram demais.

 

Acabaram as noites a imaginar se serias capaz de abraçar ternamente, as noites em que te imaginava a dizer " eu também te amo ". Um dia revelaste-te um homem que me desejava e nada mais do que isso. Não eras o homem que queria ao meu lado, só um homem, apenas um homem.

 

Também a mim me serviu como uma luva um excerto. Talvez um livro inteiro, que hei-de ler. Um daqueles livros de uma autora que ninguém gosta mas conseguiu banalmente traduzir em palavras o tal amor banal de milhares de pessoas.

 

Finalmente chegou o dia em que te esqueci.

 

" Amar sem esperar reciprocidade é uma doença silenciosa e traiçoeira como o cancro;quando damos por isso,o mal causado já se espalhou de tal forma que não é possível escapar.Eu escapei.Escapei ao fim de...longos anos de calvário auto-infligido...tu foste a minha última miragem,o derradeiro de todos os cavaleiros andantes,porventura o mais belo,construido pela minha paixão obstinada em perseguir um ideal,e seguramente o mais fraco quando,por fim,te consegui ver sem ser em cima do cavalo....Estes e outros raciocínios do mesmo tipo denotam uma índole insegura e profundamente egoísta.Nunca sabes o que queres e vives tão perdido nas tuas dúvidas que nem sequer consegues perceber o mal que podes inflingir aos outros.Faltam-te generosidade e empatia,bem como aquela qualidade tão rara quanto digna a que os ingleses chamam kindness....Só Deus sabe o caminho que percorri e quantas vezes tropecei para chegar até aqui.A tua natureza fugidia e arisca não é a tua primeira natureza,antes uma reacção à realidade que te confrontaste.Nunca te habituaste a dar.
Quis tanto que tu me amasses...não se pode querer isso dos outros,é uma violência para eles e para nós própios.Uma violência e um disparate.Tu foste a minha grande aposta e a minha maior decepção. "


30
Jul 09

 

 

Ontem sentei-me na estação e o meu pensamento passeou-se pela tua língua, pelo teu rabo, pelo teu peito, pelos teus boxers reveladores e por baixo deles.

 

Olhei para cima e vi um hotel. Olhei atentamente para as janelas, quase todas com as cortinas entre-abertas, que denunciavam presença. Passou-me pela cabeça que um dia ainda ía fazer acontecer o contrário: espreitar o banco da estação, onde o meu pensamento vagueava...espreitá-lo depois de te afundares em mim.

 

Nunca cheguei a dizer-te que me ofereceste um prazer quase inquantifícável. Não sou boa a quantificar, como te disse não sou boa com números. Sei apenas que foi 80 e não 8, que a tua pele quente na minha foi 100 e não 10. O teu corpo provoca-me não 1 desejo, mas 1000.

 

E talvez passem 1000 dias... espera por mim. Um dia quero mesmo estar naquela janela a sentir tudo outra vez.

 

 

 

 

publicado por L. às 11:36

03
Jul 09

 

 

Quem anda à chuva molha-se...

 

publicado por L. às 15:13
tags:

30
Jun 09

publicado por L. às 17:26

25
Jun 09

 

Detesto. A palavra, só por si, tem dias que me causa repulsa. Se me abraçam sinto-me desconfortável e desejo que não dure mais do que dois segundos. E no entanto, em alguns momentos, apanho-me a desejar gostar de ser abraçada por alguém. Só por uma vez entregar-me a um abraço.

As demontrações de afecto chateiam-me. Não gosto de demonstrar afecto e aborrece-me que alguém mo demonstre com demasiada frequência. Enfada-me.

No sexo gosto de sexo. Não me abracem por favor. Fodam-me.

E como ainda ontem me falava com um amigo sobre traumas, acabo por relacionar estas aversões ao facto de não ter sido muito acarinhada na infância. Acho que também a minha mãe tinha repulsa, e o meu pai partiu demasiado cedo para me deixar memória de carinhos. Lembro-me de chorar por achar que a falta de afecto da minha mãe tinha a ver com falta de amor.

Às vezes desejo ardentemente livrar-me destas sensações incómodas. Também preciso de carinho mas não consigo gostar dele. Haverá alguém que me liberte disto um dia?

 

publicado por L. às 12:16

16
Jun 09

 

Já dura há mais de um ano.

 

A minha mania de passear por fóruns, levou-me a um tópico sobre beleza dos cabelos. Uma série de marcas eram descritas como miraculosas e eu já não consegui tirar da cabeça a ideia de ter um cabelo tão brilhante que ofusca.

 

Hoje, na minha hora de almoço, rumei a uma loja que tinha tudo para ser a meca dos produtos miraculosos, já com uma marca a bradar-me na mente... " lilás, lilás, lilás. Não te esqueças LI-LÁS! ".

 

Entro na loja já com o ar triunfante de quem vai ser uma trintona mesmo boa. Os meus olhos correm as prateleiras e só encontram um nome familiar que também é tido como bom. O preço era ainda melhor. O eco passou de " li-lás " a " ma-ra-vi-lho-so ":

 

E, de repente, uma voz por trás de mim: - " oi, estamos fazêndo um djiagnóistico capilar grátuito, qué fazé? ". Pois claro que quero. Sempre é um diagnóstico, e gratuito. E a senhora aponta-me um género de arma de fogo ao cabelo e pede-me que olhe para o ecrã que está do meu lado direito. Em dois minutos foi feito o diagnóstico.

 

E em cinco minutos tinha nas mãos três produtos, aos quais consegui deitar o olho à etiqueta do preço sem parecer muito pobre. Individualmente o preço não parecia assim tão mau, mas multiplicado por três teve um peso a menos considerável na minha carteira. É que depois de já ter dois deles na mão, a senhora ainda disse a palavra mágica. Um tratamento de chocolate. Chocolate?? Oh meu deus, chocolate??!! Corri para o trabalho de saco na mão, com uma única ideia em mente. Cheirar a porcaria do frasco que contém um produto de chocolate da amazónia.

 

Nunca fui de comprar por impulso, mas bolas, de vez em quando mereço. Além disso o meu cabelo vai ficar lindo ( é bom que fique ) e a cheirar a cho-co-la-te!

 

publicado por L. às 14:18
tags: , ,

09
Jun 09

 

Hoje apetece-me que me enfies num beco qualquer e me fodas. Simplesmente. Agarra-me por um braço, arranca-me a roupa e fode-me. Não digas que não me amas. Não quero saber.

Adoro o sabor das gotas na ponta do teu pau, e é isso que me importa agora, lamber essas gotas. E desejo que me abras e te enfies em mim com a vontade com que sempre entraste.

Não te contenhas. Usa-me. Fode-me. Vem-te.

 

publicado por L. às 18:14

01
Jun 09

 

De férias de tudo...

publicado por L. às 17:37
tags:

25
Mai 09

 

Eu: - " Preciso de falar consigo. "

Boss: - " Não me diga que me vai pedir em casamento. "

Eu: - " Claro que não... sou casada ".

Boss: - " Não quer dizer que não case outra vez. íamos a Las Vegas... ".

Eu: - " Vamos já a seguir. Queria mesmo era falar das minhas férias ".

 

Não fazendo minimamente o meu género, só me vejo realmente a casar pela segunda vez com alguém suficientemente louco para o fazer em Vegas.

 

publicado por L. às 15:27

17
Mai 09

 

Desejosa de ti.

Com vontade de te ver felino outra vez, enquanto me beijas os lábios onde te vais enterrar. Com vontade de ser submissa e te oferecer tudo o que desejares.

Com vontade de te passar a língua

de te sentir entrar sem pedir licença

de te ouvir gemer

Com vontade de te ouvir vires-te

Com saudades de te chupar, de te lamber, de te beijar, de me empinar para ti, de te beber até ao fim.

 

publicado por L. às 11:29
tags:

Janeiro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
"Deves querer comer-me não"
pesquisar
 
blogs SAPO