Este blog acaba de nascer de uma conversa íntima entre dois amigos, com gostos e ideias bastante similares em relação à vida e ao sexo.

15
Mar 09

 

Começo a não ter dúvidas de que sexo pode tornar-se um vício. Quanto mais e melhor se fode mais apetece foder.

Há fases em que vivo em excitação constante. As cuecas sempre húmidas e o meu tesouro em contracções involuntárias de minuto a minuto. Chega a ser incómodo, especialmente se não estiver num local onde me possa aliviar por algum tempo.

Ontem foi uma noite memorável e achei que aqui por baixo andaria tudo mais calmo. Puro engano. Precisava de me sentar num bloco de gelo.

E depois entro aqui e vejo que os comentários aos nossos posts somam o bonito número de 69. É para provocar ou não?!

 

publicado por L. às 10:22

14
Mar 09

 

Há noites demasiado frias para não estar nos teus braços.

 

Foi numa dessas noites que fechei os olhos com força e com mais força desejei, de uma forma telepática, conseguir fazer-te sentir que o teu lugar era ali ao meu lado. O telefone havia de tocar, tinha que tocar... como era possível não sentires o meu desejo chegar a ti? Um desejo tão violento que me fazia temer, e secretamente ter esperança, que atravessasse paredes e pontes e se entranhasse no teu corpo.

 

Tinha que tocar, maldito telefone! Hoje ou nunca mais! E o silêncio quase me enlouqueceu.

 

Tinha que te ter nessa noite. Decidi enviar-te uma sms simples e directa ," quero-te agora! ". Limitaste-te a responder uma daquelas merdas que te fazem tão bem, que quase deitam tudo por terra, " deixa-te de tretas, vamos é beber um copo ". Pensei que íamos beber os copos que quisesses mas que nessa noite ías ser meu.

 

Entrei no carro e cumprimentei-te como se cumprimenta um amigo, mas nada me deixava sossegar. As tuas mãos no volante, os teus dedos a mexer no rádio, a tua voz, os olhos no retrovisor, tudo o que era banal transpirava sensualidade.

 

Entrámos num bar, numa rua de uma Lisboa que à noite se torna demasiado romântica. E na verdade, bebemos os tais copos, falámos de banalidades, comportámo-nos como amigos e nem uma palavra sobre qualquer assunto que fosse comprometedor. Uma saída como tantas outras que já fizémos. Mas o olhar... no olhar havia te(n)são.

 

Estava na hora de regressar a casa e já sentia a frustração de um final como todos os outros. A desilusão de mais um fracasso, de mais uma noite desperdiçada, a convicção de que jamais te iria ter.

 

Enganei-me. O teu beijo de despedida não foi de amizade, foi um beijo que pedia muito mais, um beijo que foi o início do que já deveria ter vindo há muito tempo. Puseste o carro em movimento novamente, sem uma palavra. Permiti-me a liberdade de pousar a mão na tua perna e tu permitiste-te a liberdade de pousar a mão na minha mão. O meu corpo começou a entrar em êxtase enquanto adivinhava e ansiava pelo momento seguinte.

 

E finalmente o carro parou, num daqueles sítios com uma paisagem de cortar a respiração, possivelmente onde engatavas outras mulheres. Confirmaste a minha suspeita mas afirmaste que comigo era diferente, era tudo diferente. Já não acredito numa palavra tua mas não quis estragar o momento. Falámos sobre nós, senti-me em sintonia contigo, mesmo que tudo fosse puro engano aquela noite era minha. Beijaste-me mais uma vez e quis ficar ali para sempre. O cliché de " quem me dera que o tempo parasse agora " fazia sentido na minha cabeça.

 

Começou a tocar no rádio uma música que, bem ou mal, para nós era cheia de significado. Quiseste dançar comigo e dançar era o mesmo que perdermo-nos ali. Aumentaste o volume do rádio, ligaste os faróis e saímos do carro. Dançamos ali mesmo, quase imaculadamente iluminados, enquanto o corpo começava a ceder à vontade.

 

Deitaste-me no capot do carro, e os teus beijos, embalados pela música, percorreram o meu corpo quase milimetricamente. Seguraste-me os braços acima da cabeça enquanto me saboreavas como se fosse a última refeição de um condenado. Os seios, as cochas, a vagina molhada. E foi aqui que te detiveste, foi aqui puseste em prática o prometido, foi aqui que tornaste palpável a tua paixão. Lambeste, chupaste, brincaste, enquanto eu enlouquecia e tudo esmorecia à minha volta. Estava demasiado excitada para continuar sem ti. Despi-te as calças e os boxers, acariciei-te com as mãos, com a boca, beijei-te mais uma vez e com a minha mão encaminhei-te com urgência para dentro de mim. E essa urgência também era tua. Não foste meigo nem te pedi que fosses. Penetraste-me com paixão, com a vontade contida durante tanto tempo. Uma e outra vez. Não sei durante quanto tempo, mas podia ter durado uma eternidade. Sentir-te dentro de mim foi o culminar de todos os desejos do universo em uníssono. Os gemidos ecoavam na paisagem virgem, que contrastava com uma cena pouco púdica e aberta a quem quisesse ver.

 

Finalmente o orgasmo, espectacular, em simulâneo. Prometeste-me mais. E na noite fria, estava finalmente nos teus braços, e entre os nossos corpos existia muito mais do que as palavras podiam expressar. Prometemos regressar, muitas vezes....

 

 

 


Considerações

 

Em conversa com a Millady no msn, a quem aproveito para dar as boas vindas enquanto nova participante no nosso blog, fiquei a pensar em algumas coisas que talvez nem me devessem preocupar, mas na realidade preocupam.

 

Para quem passa nos nossos blogs, será fácil rotular-nos em letras garrafais com um " FÁCIL DE COMER ". Lamento desapontar as puritanas e os esperançosos mas não é de todo assim.

 

Quando criei este blog, existia um grande objectivo ao qual quase posso chamar de serviço público. Não sinto qualquer necessidade de me expôr e muito menos de partilhar a minha sexualidade com quem quer que seja. Não quero picar nem comer gajos que leiam as minhas palavras. Espero não parecer demasiado utópica, mas o que eu gostava mesmo era de abanar algumas mulheres. Abaná-las e fazê-las perceber que a vida são dois dias e o carnaval deviam ser três.

 

Já fui assim, como muitas mulheres, e quem nos segue desde o início do blog sabe disso. Sofria frequentemente dores de cabeça, cansaço e indisposições, até ao dia em que ao ler blogs como o meu, senti que estava a desperdiçar uma das melhores coisas da vida, e decidi fazer alguma coisa para mudar o cenário. E fiz! Esgravatei, pesquisei, atirei a pílula ao lixo e comecei a disfrutar sem problemas e macaquinhos no sótão.

 

Espanta-me a inércia de algumas mulheres no que respeita à sua vida sexual insatisfatória. Espanta-me que ponham os casamentos em risco, que não procurem um médico, que não procurem quebrar a rotina. A sério, espanta-me! Desculpem lá a sinceridade!

 

Hoje percebo que um homem procure sexo fora do casamento, porque sei o que é sentir necessidade de sexo. Apedrejem-me. Está na moda dizer que sexo é importante, mas afinal muitas mulheres não lhe dão a  importância que apregoam.

 

Custa-me ver casamentos de amigos em risco por esta inércia.

 

Confissões

 

No seguimento do que está escrito acima, deixo algumas confissões que talvez façam corar alguns e algumas, e que possam levar a tirar conclusões mais acertadas acerca da minha pessoa.

 

Tenho um compromisso que tenho honrado. Tenho fantasias, muitas... que advém de uma criatividade muito fértil, e que realizo de acordo com a vontade do meu companheiro.

Não tenho tabus no que respeita ao sexo. Abro as pernas sem problemas, tenho iniciativa, masturbo-me frequentemente. Quando faço sexo não penso se tenho celulite, se estou gorda ou a que saberá e cheirará a minha vagina, fecho os olhos e aproveito. Sou ordinária se me apetecer. Gosto de pornografia, excita-me. Gosto muito de sexo, o que não significa que não tenha que existir algo mais forte do que uma atracção para o fazer.

Olho para outros homens, fantasio com outros homens e isso é o limite que me impus. Daí a comê-los vai uma distância considerável.

 

Daqui podem deduzir, para quem ficou com a ideia errada, que também o pirata é APENAS e SÓ um amigo. Falamos sobre sexo porque infelizmente não há muita gente com quem possamos falar. Falamos sobre sexo no msn e quando almoçamos juntos. Fazemos corar as pessoas nas mesas ao lado e provocamos ataques cardíacos aos velhotes.

 

E porque o que pensam os meus amigos é mais importante do que aquilo que pensam os desconhecidos, aproveito ainda para confessar ao meu amigo H que não tive nada com o R. Peço-te desculpa por ter levado a brincadeira longe demais, mas diverti-me com o teu ciume. A verdade deve ser uma bandeira em qualquer tipo de relação. Espero que este post, que te farei chegar porque sei que não vens aqui, te faça entender quem eu sou na verdade. Pareceste-me um pouco chocado com o que aqui leste.

 

Todos os posts colocados por mim neste blog não passam de fantasias, contos eróticos, à excepção da primeira experiência com o R., que já leva uns belos anos.

 

Não gosto de rótulos, daí este post em que na verdade acabei por me expôr.

 

Bem pessoal, agora vou ver o euromilhões, e se não aparecer mais é porque criei um blog bem mais excêntrico do que este.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


13
Mar 09

 

 

Estender as asas feridas ao sol...

publicado por L. às 11:36
tags:

12
Mar 09

 

Para quem está à espera de ver uma ementa nos itens abaixo, desengane-se... é que são sugestões do chefe no sentido mais literal das palavras:

 

 - "Ó L., você agora no carnaval podia mascarar-se de Eva. Vinha trabalhar assim e sempre poupava no fato. Se quiser traga uma folhinha a tapar... e o R., já agora, que venha de Adão. Não se esqueçam de tirar fotos para eu ver. ".

 

 - " Você se fosse ( **** editado **** , por respeito à nacionalidade em questão ), podia trabalhar 10 anos e voltar para o seu país cheia de dinheiro. Já viu?! ".

 

 - " Precisa de uma placa a dizer " vende-se " ? Não me diga que se vai vender a si própria... vai sair com a placa para a rua? ".

 

Se quiserem comentem. Eu não consigo.

 

 


11
Mar 09

Um trapo sensual por cima do corpo nu.

Uma investida inesperada.

Um momento absolutamente excitante e delicioso.

Come-me, sou tua!

 


09
Mar 09

 

E eu encontrei!

Nunca me tinha proposto a ir em busca do ponto G. Ontem, depois de me interessar por mais um artigo acerca dele, enfiei-me na casa de banho e toca a procurar.

Li que devia usar o dedo médio, e assim fiz. Também sabia que ficava por trás do osso púbico, entre 3 a 7 cms a partir da entrada da vagina, que a pele nessa zona era rugosa e que podia atingir o tamanho de uma moeda de 1 euro.

Não foi difícil. De tão fácil, nem acreditei que pudesse ser ali. Decidi confirmar, estimulando aquela zona, e confesso que não precisei de estimular mais do que um minuto.

Talvez por não querer acordar o pessoal lá em casa, porque não sou muito boa a controlar o volume dos gemidos, não estava totalmente descontraída e o orgasmo não foi tão estrondoso quanto esperava que fosse. Mas agora que sei onde está o Gajo, o plano de festas passará a ser ainda mais prometedor.

Afinal sou uma sortuda. Para algumas mulheres este ponto ainda é um mito. Para mim o segredo está finalmente desvendado.

 

publicado por L. às 14:58
tags:

07
Mar 09

Que não há nada melhor para fazer o sol voltar a brilhar do que um fantástico orgasmo.

Ora, estando sozinha no meu local de trabalho e sabendo que melhor que o pénis do meu gajo só a minha mão me conhece, os meus dedinhos pefumados fizeram magia em escassos minutos.

E eis que o sol brilha de novo em todo o seu esplendor.


Sentir que uma relação falhou, seja de amor ou de amizade.

Encontrei há pouco a personificação da minha falha. Ía almoçar no mesmo sítio. Dei por mim a mudar de trajectória como um foguete. Enveredei por um corredor escondido como se não houvesse amanhã. Respirei fundo e retomei o meu caminho em direcção à porta. O sol trouxe-me um misto de pesar e de alívio. E isto é mau sinal. Muito mau sinal.

publicado por L. às 14:30
tags:

 

Ou do João, ou do Pedro, ou quem sabe do Gonçalo. A única coisa que sei é que é bom tropeçar nele na estação, adoro que faça parte da mesma multidão que eu.

Sentou-se num fim de tarde virado para mim, com uns míseros bancos entre nós. Calado, acompanhado de uma gralha, suponho que colega de trabalho. Boca de trapos. Irritante. Ele tão calado quanto possível, de olhos baixos. Uma cara bem ao meu estilo, estilo " je ne sais quoi ". Indumentária assim a atirar para o fashion, corpo magro e modesto.

Coincidência ou não, a carruagem começou a ser a rotineira última carruagem, e com os mesmos míseros bancos entre nós, na maioria das vezes de frente um para o outro. Finjo-me indiferente. Leio. Observo a paisagem através do vidro. E de uma forma mal educada, oiço as conversas dele com a gralha. O tom de voz dele é tão baixo que me custa perceber o que diz, talvez  fosse melhor sussurrar-me ao ouvido.

Como existem felizes coincidências, passa a vir acompanhado não só da gralha mas de uma minha conhecida. Continuo a ignorá-lo, a ele e a elas. Aproveito-me do reflexo do vidro e reparo que ele me observa quando pareço alheada de tudo. Finjo-me cada vez mais distante e ele segue-me pelo canto do olho enquanto passo no corredor para sair. Já há algumas estações que ficou sozinho.

Os meus finais de tarde têm agora um encanto especial. Talvez nunca passe de um encanto, mas até ver... hmmmmmmm!

 

 


Março 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10

19

22
23
24
25
27
28

29
30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
"Deves querer comer-me não"
pesquisar
 
blogs SAPO