Este blog acaba de nascer de uma conversa íntima entre dois amigos, com gostos e ideias bastante similares em relação à vida e ao sexo.

15
Mai 09

 

Gosto mesmo de foder. Ultimamente tenho fodido muito, e se é que isso é possível, tenho até fodido demais. Tenho fodido o casamento, a amizade e até me fodo a mim própria. Fodo com amigos e trago para a minha vida pessoas que pretendo foder, de uma forma ou de outra.

Mas uma mulher é sempre uma mulher, e uma mulher complica sempre as fodas. E essa mulher tem concerteza um " melhor amigo " a quem propõe um almoço, daqueles amigos e almoços sem intenções de foder. Eu tenho um amigo desses e ontem almoçámos.

 

Eu: - " Só me apetece chorar ".

Ele: - " Eu sei ".

 

( silêncio e olhos na mesa )

 

Ele: - " Mas não chores porque se choras eu também choro ".

 

E eu sei que se não fosse a minha capacidade de auto-controlo, que infelizmente deixa de existir em determinadas situações, o almoço se teria transformado num encontro de carpideiras. Curiosamente isso deixa-me feliz. Amigos destes não se encontram por aí aos pontapés.

 

Afloram-se-me três soluções para o meu caso:

 

1ª solução - Fazer as malas e partir para um sítio tão remoto que nem a publicidade não endereçada lá chega.

 

2ª solução - Parar de foder esta merda toda e voltar aos bons velhos tempos, o que significa dar uma primeira oportunidade ao meu casamento. Sim, porque nunca lhe dei nenhuma.

 

3ª solução - Foder de vez o casamento e sentar-me à espera que algum homem me pegue. Como só a boa fama é efémera, a continuar assim, suspeito que o único tipo de homem que me vai pegar é um filho da puta que me vai foder e fazer infeliz forever after.

 

Até que me decida, e como já me deixei de acreditar em merdas como o amor, resta-me esperar que tanta foda acabe num brutal orgasmo.

 

publicado por L. às 10:55
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26
Abr 09

 

Porque se há momento que merece ser imortalizado, esse momento foi o nosso. Porque sonhámos, porque durante anos refreámos o desejo, porque a certa altura sei que, como eu, deixaste de acreditar que um dia os nossos corpos se tocassem.

 

Prometi-te que seria sexo, sem outras consequências. Promessa cumprida.

 

O ambiente não era propício a mais do que isso. A sofreguidão do teu corpo não deixou espaço para mais nada.

 

A tua respiração ofegante, a urgência. A tua língua na minha boca, nas minhas mamas, no meu tesouro molhado de desejo. As tuas mãos por todo o lado. As minhas mãos a procurarem conhecer cada centímetro da tua pele. Os meus olhos que queriam ver tudo mas pareciam cegos, porque há sentidos que ficam para segundo plano. O desejo de te consumir com a boca. Na ânsia de viver cada segundo, lamento ter baralhado sentidos e ter perdido pormenores que gostava de recordar.

 

Fiquei com vontade de mais, achei que merecíamos mais. Mais tempo para gozar um momento que foi mais do que merecido. Mais tempo para dar largas a todas as vertentes de um desejo contido durante anos.

 

Infelizmente a tua culpa gritou alto. Tão alto que me fez chorar por te ter trazido o fardo dessa culpa. Não era isso que tinha em mente. Passei uma boa parte da madrugada a passear pela casa enquanto pensava nisso.

 

Eu não consigo sentir culpa. Antes do que temos hoje já exístiamos um para o outro. Muito antes...

 

Neste momento não sinto nada, nem paixão, nem amor. Só o desejo de te voltar a ter. Mas perante a tua reacção inesperada, há uma pergunta que me ecoa na cabeça: e agora?...

 

 

 

 

publicado por L. às 10:32
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18
Abr 09

 

 

Preciso de me reencontrar e para isso terei que me afastar de algumas coisas em que me deixei envolver demais. Blog incluído.

Não posso dizer que tenho pena. Antes e mais do que qualquer outra coisa, recuso-me a desiludir os meus amigos. São eles que gostam de mim, são eles que se preocupam comigo, são eles que me abanam quando preciso de ser abanada.

O meu pirata abanou-me, e quando me sacudiu saíram lágrimas. Lágrimas que estavam presas por trás da máscara que decidi usar. Sinto que tenho usado algumas coisas como refúgio de outras muito mais profundas. Fiquei alheada dessas outras coisas profundas, mas elas continuaram lá. Não sou feliz assim. Sou feliz a amar.

Pirata, mais uma vez obrigada por estares ao meu lado, mas sobretudo por estares do meu lado. Não sei que loucuras cometeria se não tivesses puxado cá para fora essas lágrimas. Foi água sagrada que me acordou. Nunca digas que me fazes chorar. Não és tu que me fazes chorar, são os meus erros que fazem.

Vale a pena ter amigos assim. Vale a pena amar. Vale a pena desiludirmo-nos com o amor, sacudirmos a poeira e regressarmos às vida de cabeça erguida. Recuso-me a continuar a embriagar-me nesta euforia para me esquecer. Quero voltar a ser eu, mesmo que isso doa. Não vai doer mais do que a droga que decidi consumir.

 

 

 

publicado por L. às 23:37
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17
Abr 09

De descobrires este canto secreto.

Se leres para baixo vais encontrar-te em alguns textos. Não te assustes, não fiques chocado.

A vida não é preta ou branca, tem uns tons pelo meio. As pessoas escondem realidades mais complexas do que aquelas que dão a mostrar. Esta é uma das minhas facetas, mas só uma entre muitas outras.

Já quase me apanhaste por aqui. Temo que um dia apanhes mesmo. Se esse dia vier, e me deres a oportunidade, vou simplificar-te essa complexidade que sou eu. Espero que percebas. Sou isto e muito mais.

Pelo sim pelo não, fica a mensagem.

publicado por L. às 12:54
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16
Abr 09

 

 

Eu sei que te esforçaste, mas o desejo acabou por te trair.

 

Denunciaram-te os toques de mãos e de pernas, o caminhar constante na minha direcção, o olhar e finalmente o convite para almoçar. E a sobremesa foi deliciosa.

 

Regressámos em silêncio depois do café e o nosso espaço estava mergulhado num silencio convidativo. Foste fumar para o pátio das traseiras e eu segui-te. Brincámos, sacudi-te umas moscas em resposta às tuas provocações.

 

Entrei para a sala contígua ao pátio e por trás dos vidros convidei-te com o olhar. Entraste e empurraste-me na brincadeira. Estava na hora de te pagar o almoço.

Respondi ao teu " mimo " com um valente beijo, daqueles que cortam a respiração e excitam. Primeiro recuaste. Depois voltaste e sussurraste-me ao ouvido que estar com uma mulher comprometida não era bonito.

 

A minha resposta não se fez esperar: baixei-te as calças e deliciei-me no teu pau duro como ferro, já molhado na ponta. Os teus receios desapareceram nesse momento mas não falaste. A tua cara denunciava a vontade de viver o nosso momento com intensidade e o teu olhar faíscava.

 

Puxei uma das cadeiras disponíveis e sentei-te, para logo de seguida me sentar em ti. As minhas mamas roçavam o teu peito coberto de pelos, o que ainda me dava mais tesão. A minha cona húmida abrigou-te vezes sem conta. A tua respiração ofegante deixou-me louca. A tua mão, que me acariciava o clítoris enquanto entravas em mim fez-me vir de uma forma violenta.

 

Beijei-te enquanto me vinha e recebi o teu gemido final na minha boca. O meu corpo estremeceu por dentro e por fora. Deixei-me ficar encostada a ti mais um pouco, enquanto me envolvias nos teus braços, mais uma vez sem dizeres uma palavra.

 

publicado por L. às 13:59

13
Abr 09

Quando entro neste blog, fico imediatamente eufórica. Que beleza. A minha imaginação voaaaa...

Bem diz o meu querido R. que sou tarada.


09
Abr 09

Do meu colega interessante para mim:

 

 - " Bem, tu hoje veeeensss!... "

 

Gira? Boa? Vens quando eu me vier?

 

 

 

 

publicado por L. às 14:37

 

Pois que parece que este coração anda doido.

 

Ontem foi minuciosamente interrogado por um cardiologista que nos deu o seguinte veredicto: arritmia benigna a ser investigada com prova de esforço. Na verdade, trata-se de uma variante do ritmo normal, não deixando de ser normal. Só que é um tipo de arritmia que não mata mas mói e com a qual terei que conviver até ao fim dos meus dias.

 

Faz o gajo dar uns saltos e umas tremedeiras de vez em quando, leia-se frequentemente. Só vai ser medicado em caso de extrema necessidade e a prova de esforço decidirá se existe ou não essa necessidade.

 

Mas o importante é mesmo que não vou morrer disto e posso continuar a fazer sexo à bruta. Vamos nessa...

 

publicado por L. às 12:38
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02
Abr 09

Neste preciso momento está lá fora um bombeiro a olhar para mim. Coisa estúpida e engraçada. Achou que me estava a meter com ele quando o meu olhar pousou no fato azul e o meu pensamento andava perdido em ti. Quando acordei, percebi que o senhor devia pensar que andava por aqui algum fogo. E anda mesmo.

 

Não me dês essa liberdade de fazer acontecer o que eu quiser. É que se assim for, nem sei por onde começar. O meu corpo entrou em euforia e a minha mente prepara-se para to oferecer.

 

Um dia destes... brevemente...

publicado por L. às 15:38
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31
Mar 09

 

 

Hoje sinto-me especialmente irritada, e para além disso é um daqueles dias que quem passa por aqui já conhece. Mas a irritação é tal que me provoca inércia e nem para me ir aliviar me levanto. Contraio-me uma e outra vez e vai-se levando. Neura do raio!

 

Começo bem o dia. O R., o único interessante por aqui, balda-se sem dizer " água vai ". Telefona-me à hora de almoço com voz de ressaca e limito-me a dizer-lhe que o vou matar. Deixou um cliente pendurado e uma reunião por fazer.

 

O boss esqueceu-se que hoje é dia 31 e não me pagou. Pediu desculpa. Para além disso pediu-me para lhe apresentar umas amigas minhas e insinuou que tenho material de qualidade. Suponho que o nome do meio dele é elástico e que se se estica mais um bocado vou ter que lhe mostrar as garras. Deve pensar que pode tomar a liberdade de fazer esse tipo de insinuações comigo.

 

O dia está a ser uma seca. No geral porque não há muito para fazer e em particular porque não há muito para fazer.

 

Não tenho mais motivos para explicar a minha neura a não ser que lhe possa chamar TPM. E é bem provável que possa...

 

publicado por L. às 16:34
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